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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Presidente de app que quer levar mais pessoas ao cinema.

Mitch Lowe é o presidente executivo do MoviePass.
Foto: Divulgação/MoviePass.

Campus Party 2017 terá presidente de app que quer levar mais pessoas ao cinema.

Por G1.

Mitch Lowe comanda o app MoviePass e foi um dos fundadores do Netflix; evento acontece em SP entre os dias 31 de janeiro e 5 de fevereiro.

Como são construídas empresas inovadoras que desbravam mercados até então inexistentes? Para responder a essa e outras perguntas, Mitch Lowe, presidente executivo do MoviePass e um dos executivos fundadores do Netflix, estará presente na Campus Party 2017 na próxima sexta-feira (3).
Neste ano, o evento de tecnologia, ciência e cultura nerd irá acontecer entre os dias 31 de janeiro e 5 de fevereiro, novamente no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.

Com mais de 25 anos de experiência na indústria de vídeos e locação, Lowe passou por diversas empreitadas que se tornaram referência em inovação.

Após participar da equipe responsável pela criação do Netflix em uma época em que o serviço de transmissão digital de conteúdo ainda enviava DVDs para seus assinantes, o executivo ainda passou pela Redbox, que oferece aluguel de filmes através de quiosques automáticos distribuídos pels EUA.
Lowe foi contratado em junho de 2016 como o presidente executivo do MoviePass, um aplicativo com uma ideia semelhante à do Netflix. O usuário paga uma quantia fixa por mês e tem direito de ir a uma sessão de filme 2D no cinema a cada 24 horas.

Segundo entrevista dele para a revista “Variety” quando assumiu o cargo, “a tecnologia patenteada do MoviePass permitirá milhões de pessoas a irem aos cinemas mais do que nunca, e é comprovadamente uma forma de aumentar substancialmente o público de salas de cinema”.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com/tecnologia/campus-party/2017

sábado, 21 de janeiro de 2017

Facebook e Twitter lançam ferramentas...


Publicado originalmente no site do Portal Imprensa, em 21/12/2015.

Facebook e Twitter lançam ferramentas para facilitar o trabalho de jornalistas
Por Gabriela Ferigato.

O Facebook e o Twitter andam praticamente em uma disputa – saudável – para ganhar o amor e atenção dos jornalistas. Choveram lançamentos em 2015 voltados para esse público. Em março, o Twitter lançou o Periscope, aplicativo que faz transmissões em vídeo ao vivo. Cinco meses depois, a rede de Zuckerberg expandiu a ferramenta Live, de mesma função, para profissionais de mídia, antes disponível apenas para figuras públicas.

Mais recentemente, em setembro, o Facebook apresentou o Signal, também no Instagram, onde jornalistas podem acompanhar as tendências e os tópicos mais populares que circulam na rede. Dois meses depois, o microblog divulgou o botão Moments, que traz uma lista de assuntos mais relevantes no momento e organiza conteúdos em ícones específicos.

O menu de aplicativos é farto, basta escolher. “Acho que essas funcionalidades facilitam o trabalho da mídia. O Facebook, assim como o Twitter, Apple e Snapchat, perceberam que as notícias estão migrando para uma distribuição não centralizada. Isso significa que estão sendo consumidas em mais lugares e em formas nunca vistas. Com as iniciativas, eles tentam se posicionar como um ponto central para a coleta e distribuição de notícias”, diz Benjamin Mullin, jornalista e produtor de mídia no Instituto Poynter.

Muitos veículos de comunicação já adotaram em sua rotina ferramentas das redes sociais. O Olhar Digital, por exemplo, passou a publicar diariamente o “Olhar Digital News”, uma reportagem em vídeo curta com as principais informações do dia. Com produção exclusiva para o Facebook, o veículo obteve 34% de aumento no alcance médio diário entre janeiro e abril de 2015.

“Isso facilita o consumo de notícias para quem não quer sair do Facebook para se informar. Além disso, o formato vídeo é mais convidativo que o texto, o que aumenta as chances de engajamento do público [cresceu em 38% entre janeiro e abril deste ano]”, ressalta Marcelo Gripa, editor-chefe do Olhar Digital.

APROXIMAÇÃO.

De acordo com Mattheus Rocha, sócio-fundador e diretor-executivo da agência Fizzy Marketing Digital e idealizador do projeto Novo Jornalismo, o Facebook tem uma estratégia de negócios ambiciosa e fica perceptível a sua vontade em deixar de ser apenas uma rede social para se tornar um site de conteúdo social – e isso passa, segundo ele, por publicações nativas.

“Dois fatos levam a crer que a estratégia tem surtido efeito. Um é a popularização do Facebook Ads, sua plataforma de links patrocinados e anúncios, que foi muito bem aceita pelos usuários e gera uma enorme receita para a empresa. O outro é o estímulo à publicação de vídeos hospedados diretamente no Facebook. Em outras palavras, ele não quer que seus usuários saiam da rede social”, opina Rocha.

Seguindo esse raciocínio, o uso de vídeos nativos do Facebook também é uma estratégia do Esporte Interativo desde outubro de 2015. De acordo com Maurício Portela, vice-presidente de mídias digitais do veículo, considerando toda a cadeia de produção, desde casting, equipe de redes sociais, produtores, designers e editores, são mais de cinquenta pessoas envolvidas no projeto. “O Esporte Interativo fechou o mês de junho com um impressionante total de sessenta milhões de interações. Além disso, vemos o público do Facebook cada vez mais próximo e conhecedor da nossa programação na TV.”

Ao mesmo tempo em que avalia com interesse todos os lançamentos e novidades, Gripa também expõe a sua dose de cautela. “Se por um lado o Facebook amplifica o conteúdo jornalístico, ampliando o alcance dos veículos, por outro, concentra o mercado e enfraquece a influência comercial das empresas de mídia. Sobre as ferramentas, acredito que, se bem usadas, podem cortar caminhos nas reportagens e revelar possibilidades novas.”

O Moments, do Twitter, já aterrissou no Brasil, seu segundo mercado logo após a estreia nos Estados Unidos, com a parceria de veículos de comunicação, responsáveis pela maior parte do conteúdo. São eles:BuzzFeed, EGO, Esporte Interativo, Estadão, “Fantástico”, G1, GloboEsporte.com, Gshow, jornalismo da Band, Multishow, Rede Globo e Veja. Além disso, uma equipe com formação em jornalismo organiza as narrativas a partir de tweets já publicados – manualmente, sem uso de algoritmos.

“Nós estamos criando uma nova experiência de consumo para os usuários do Twitter. O conteúdo já estava na plataforma, mas as pessoas tinham que procurar por ele, seguindo contas específicas, buscando por hashtags ou outros termos. Agora, os melhores vídeos, fotos e os tweets mais importantes estão à distância de um clique”, disse Leonardo Stamillo, diretor editorial do Twitter para a América Latina,durante apresentação do aplicativo.

Texto e imagem reproduzidos do site:
portalimprensa.com.br/revista_imprensa

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Realidade aumentada é futuro das redes, diz diretor do Facebook

Diretor de parcerias para a América Latina do Facebook.
Foto: Luis Olivalves. Foto: Flavio Santana/Biofoto/VEJA.com

Publicado originalmente no site da Revista Veja, em 17 jan 2017.

Realidade aumentada é futuro das redes, diz diretor do Facebook.
Diretor de parcerias para a América Latina do Facebook falou sobre tendências de consumo nas redes no VEJA EXAME Fórum 2017 - A Revolução do Novo.

Por Bárbara Ferreira Santos.

Dados do Facebook no Brasil e no mundo apontam que o futuro do consumo de informação nas redes sociais caminha para o compartilhamento cada vez maior de vídeos em diversas plataformas e com variedade de conteúdos. É o que afirmou o diretor de parcerias para a América Latina do Facebook, Luis Olivalves, nesta terça-feira, 17, durante o evento VEJA EXAME Fórum 2017 – A Revolução do Novo, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

Segundo Olivalves, o Facebook deixou de ser apenas uma plataforma social de troca de experiências entre usuários para se tornar também, não só no Brasil como no mundo todo, uma das principais fontes de notícias para os usuários, especialmente entre os mais jovens.

Na palestra, ele citou uma pesquisa do Instituto Reuters com mais de 50 mil leitores em 26 países, que mostrou que 51% usam as redes sociais semanalmente como fontes de notícias e 12% dizem que as redes são as principais fontes de informação. No Brasil, os números sobem para 72% e 18%, respectivamente.

O que o Facebook avalia que o formato que mais atrai os usuários são os vídeos e as imagens. Só no Facebook, mais de 100 milhões de horas de vídeo são consumidas por dia. Já no Messenger e no Whatsapp, o forte são os emojis. No Messenger, por exemplo, são trocadas 2 milhões de mensagens com emojis por dia no mundo.

De acordo com representante do Facebook, o sistema de realidade aumentada Oculus já possui 1 milhão de usuários por mês, prova de que a realidade virtual deve ser uma tendência nas redes sociais nos próximos anos.

“Se eu quero passar um recado (nas redes sociais), nada melhor do que o vídeo. E, hoje, quando quero passar uma experiência, trazer uma pessoa para viver algo único, uso a realidade aumentada. Eu controlo a experiência para o que eu quero ver ou focar, mas estou lá vivendo junto (o que foi gravado)”, disse Olivalves.

A distribuição das notícias é ainda fragmentada entre as diversas plataformas sociais e cada um dos serviços tem buscado inovar para atrair mais usuários. O Facebook, por exemplo, adaptou seu feed de notícias para transmitir o que é importante para cada usuário. “O consumo está dividido. O Facebook só é forte porque a pessoa está lá, foi ver a vida dos amigos e acaba sendo impactada por algumas coisas porque o algoritmo ajudou a identificar”, afirmou.

Em um cenário em que é difícil separar fontes confiáveis de informação e conteúdos falsos, a empresa aposta ainda no projeto Facebook Journalism Project, que prevê a troca de experiências e de treinamentos entre a plataforma e jornalistas. “A gente tem responsabilidade de que o jornalismo de qualidade prospere”, disse o executivo.

O projeto, que tem escala mundial, tem como objetivo construir ferramentas dentro do Facebook que atendam às necessidades dos meios de comunicação e permitam que a rede social seja um instrumento de monetização para publishers.

Texto e imagem reproduzidos do site: veja.abril.com.br

sábado, 31 de outubro de 2015

Novo jornalismo




Publicado originalmente no site Casa dos Focas, em 26.jan.2015.

Novo jornalismo
Por Lucas Almeida.

Novos meios de comunicação. Novos hábitos de consumo informacional. Novas formas de produzir conteúdos. Novos modelos de produção. Novos segmentos dentro do jornalismo. O jornalismo mudou? Sim, e não. O jornalismo não mudou. Apenas teve a sua ‘estrutura’ modificada. O jornalismo continua o mesmo: informativo, gerador de informações… Agora, a forma como isso é produzido, sim, é novo.

Com o advento da internet e da tecnologia o perfil do jornalista mudou, pois o profissional não somente escreve matérias, mas produz a pauta e o roteiro, assim como registra e edita a fotografia, produz infográfico, publica o conteúdo em portais, sites e blogs, televisão, rádio, e além de entender de mídia digital e coordenar um extenso processo informacional. Com isso, hoje, há um novo jornalismo.

Para entender mais sobre esse conceito, o Foca Lucas Almeida entrevistou Mattheus Rocha, idealizador do site Novo Jornalismo.

Comunicólogo com habilitação em jornalismo, Mattheus atua na área de Maketing Digital desde 2006, desenvolvendo estudos em Técnicas de Jornalismo Digital e Marketing de Conteúdo, tendo como foco resultados e conversões. Além disso, é sócio fundador e diretor executivo da Agência Fizzy Marketing Digital.

- O que seria o jornalismo tradicional e o novo jornalismo (o moderno)?
Mattheus Rocha – Considero o jornalismo “tradicional” aquele que não se adapta às novas tecnologias, ou que não explora as potencialidades multimidiáticas. Os jornalistas e as empresas de comunicação precisam cada vez mais se atualizar para sobreviverem no mercado, assim como para terem destaque em sua área de atuação. A grande vantagem do novo jornalismo pode ser comparada à evolução dos programas de gravação de áudio, por exemplo, no nicho da música. Antigamente uma banda precisava ter uma gravadora e uma forte publicidade para conquistar uma grande audiência. Hoje basta um computador, um programa de gravação e a internet (além do talento, claro). No jornalismo, com o advento da internet, é possível fazer um bom trabalho e ser referência utilizando blogs, por exemplo, ou gravando vídeos e utilizando um canal do YouTube. Muito mais simples do que há alguns anos, certo?

- O jornalista tem sido um dos profissionais mais mutáveis da atualidade?
MR – Sim, ser jornalista não é fácil. É preciso saber se adaptar às mudanças, tecnologias, aproveitar oportunidades, se posicionar de forma correta. Além disso, é uma área na qual é preciso estudar sempre, se atualizar constantemente, dominar novas técnicas, como a de webwriting, por exemplo (que, eu, particularmente, considero apaixonante).

- Fazer o lead e apurar as informações é tão importante quanto conhecimento em mídias digitais?
MR – Com certeza! De nada adianta dominar técnicas avançadas em novas mídias, sem dominar a base estrutural de um bom trabalho jornalístico. Na internet aquela máxima de que “nada se cria, tudo se copia” é seguida à risca por pessoas que utilizam blogs e redes sociais, por exemplo. Mas essa atitude não é profissional. Saber produzir conteúdos inéditos e inovadores é fundamental para ganhar destaque e ser referência. E isso passa pelos conceitos básicos de jornalismo, como fazer um bom lead e apurar as informações.

Mattheus Rocha, idealizador do site Novo Jornalismo.

- Qual a relação entre os jornalistas e as redes sociais? É possível exercer a profissão independente dos aparelhos tecnológicos?
MR – Muitos jornalistas têm migrado para a área de redes sociais, por dois fatores principais: a diminuição de vagas em redações tradicionais e o aumento de vagas em agências de marketing digital ou empresas que oferecem serviços de social media. Além disso, as redes sociais também se tornaram fonte de pautas para jornalistas. É comum que notícias do mundo da política ou esporte, por exemplo, comecem a partir de um post de uma personalidade em seu Instagram ou Facebook.

- A estrutura de uma matéria teve que passar por alterações devido às modernidades?
MR – Sim, pois escrever um texto para a internet exige técnicas diferentes do que escrever para um jornal impresso ou uma revista, por exemplo. O jornalista moderno, que trabalha com internet, precisa dominar técnicas de marketing de conteúdo, webwriting e storytelling, além de compreender o comportamento do seu público-alvo na internet, que mídias ele utiliza, que palavras-chave ele procura no Google… Ou seja, são técnicas e conhecimentos diferenciados da mídia “tradicional”.

- – Diversos estudantes e profissionais do jornalismo possuem blogs onde produzem informações. Como você analisa isso?
MR – Eu considero como principal ponto positivo o fato do jornalista moderno poder ter autonomia sobre a produção de seu trabalho com comunicação. É muito saudável ter o domínio do seu próprio veículo (sites, blogs etc.), quando feito com responsabilidade, claro. É uma espécie de democratização da informação, um exercício constante, o aprimoramento de técnicas de forma prática… Ou seja, quando usado para o bem, de forma positiva, inteligente e generosa, com o intuito de compartilhar conhecimento e informações de qualidade, um blog ou um site pode ter um papel importantíssimo na vida das pessoas. Mas estendo essa análise para qualquer área de atuação, não apenas o jornalismo e a comunicação social, já que pessoas e profissionais de qualquer área podem ter blogs e sites de qualidade e de referência.

- E a graduação em jornalismo, como você a avalia nesse processo de modernização da informação? O ensino também está mudando?
MR – Ainda acho que a academia precisa se atualizar e renovar seu quadro disciplinar. Atualmente não vejo as universidades formando profissionais de jornalismo completos, prontos para atuar na área de jornalismo digital. Minha formação em jornalismo foi muito importante para a minha carreira, mas o que aprendi fora da faculdade fez a diferença, principalmente em técnicas como SEO, SMO, marketing de conteúdo, entre outras.

- Que conselhos você dá aos estudantes de jornalismo?
MR – Os estudantes de jornalismo precisam perceber que para crescerem em seus estágios, para se destacarem no mercado e se profissionalizarem com qualidade, é preciso estudar, estudar e estudar mais um pouco. Ler muito, treinar, aplicar técnicas que conhece apenas na teoria, ter blogs e redes sociais para fazer testes, seguir referências da área de comunicação, ir a eventos, assistir palestras e “se jogarem de cabeça em sua profissão”. Pois hoje o mercado é muito dinâmico, é preciso ter atitude, fazer a diferença, dominar técnicas inovadoras. A concorrência é cada vez maior, pois as redações tradicionais estão enxugando seu quadro de profissionais, mas, ao mesmo tempo, o mercado de comunicação digital está em franca ascensão. Só que o mercado digital exige profissionais cada vez mais especializados e preparados. E o preparo não vem apenas da faculdade, como dito mais acima. É preciso saber se posicionar, ter amor pelo estudo e sede pelo conhecimento. Só assim se evolui no mercado atual. Quem é mais um, não tem destaque, é preciso fazer a diferença!

- O que o site Novo Jornalismo tem a oferecer ao público alvo?
MR – Como jornalista e profissional da área de marketing digital desde 2006, pude perceber em minha trajetória que há uma necessidade de atualização técnica e inserção no universo da comunicação digital, tanto por estudantes, quanto por profissionais da área. Por isso resolvi iniciar este projeto. Para oferecer uma visão DIGITAL da comunicação, com ênfase no JORNALISMO, a partir de dicas e artigos sobre como vencer as barreiras do jornalismo tradicional. Mas estas dicas também serão válidas para estudantes e profissionais das áreas de assessoria de imprensa/comunicação, marketing e publicidade. Por isso, fique ligado!

Perfil do Autor:


Lucas Almeida tem 20 anos e cursa o quarto semestre em Jornalismo na Estácio Fic – Fortaleza, Ceará. Gosta de escrever, ler e assistir filmes e documentários. É blogueiro. Escreve para blogs de jornalismo e possui o seu próprio: Papos da Raposa. Gosta de assessoria de imprensa, web jornalismo e audiovisual.

Texto e fotos reproduzidos do site: casadosfocas.com.br

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O digital pode matar o impresso?

Animação de Ken Ottmann retrata os tablets como
responsáveis pela extinção da mídia impressa.
Foto: Reprodução.

Jornal Impresso é ilustrado como dinossauro em Animação Paper Age.

Animação de Ken Ottmann retrata os tablets como responsáveis pela extinção da mídia impressa.

A discussão em torno do assunto, “o digital pode matar o impresso?”, está cada vez mais sofisticada e tecnológica (ironicamente). A última fagulha para incendiar o assunto é a animação produzida pelo designer alemão, Ken Ottmann, que virou febre na internet. Intitulado  Paper Age, o curta de 1,5 minuto, mostra dinossauros feitos de papel jornal que morrem ao se depararem com um tablet, uma espécie de meteoro que ocasionará sua extinção.

Em Paper Age, o animador coloca dinossauros poderosos feitos de origami numa floresta estilo a do filme Jurassic Park . Todo o cenário é construído em papel jornal, com exceção do tablet, que aparece na página de busca no Google,  exibindo os resultados de busca a palavra Leistungsschutzrecht, a lei alemã de direitos autorais que exige que os dispositivos de busca e agregadores paguem taxas de licenciamento às publicações para utilizar os trechos de texto.

No canal, o vídeo foi postado há duas semanas e já atinge marcas impressionantes.  Segundo as estatísticas de acesso mais de 96.000 visualizações de vídeos e mais de 2,5 milhões de Likes. No site, Ottmann exibe com orgulho a popularidade, com alguns prints de de blogs que publicaram o viral, que segundo informações postadas no dia 18, já contabilizavam 250.

Genial, além de provocar muitas discussões!

Foto/texto/vídeo reproduzidos do blog: blogdatacia.wordpress.com/

segunda-feira, 15 de julho de 2013

The Economist destaca mídia sem reação à web no Brasil

The Economist destaca mídia sem reação à web no Brasil. 
 Foto: Brasil247

 Edição desta semana da revista inglesa aponta as dificuldades dos grupos tradicionais de mídia impressa no Brasil para se adaptar à revolução causada pela internet; publicação destaca as demissões na Abril, no Estado de S. Paulo e na Folha e a preferência do leitor brasileiro pela informação online; ouvido pela reportagem, Jaime Sirotksy (esq.), da Zero Hora, diz que o setor está "no meio de uma tempestade"; incapaz de compreender os novos tempos, Ricardo Gandour (dir.), do Estado de S. Paulo, diz que a fragmentação da informação pode ser prejudicial à democracia; editores estão perdidos.

247 - É grave a crise da mídia impressa no Brasil. E ela está retratada na edição deste fim de semana da revista inglesa The Economist – a mesma que tem sido citada com frequência, pela imprensa tradicional, em razão das críticas contumazes à política econômica no Brasil.

De acordo com o diagnóstico da publicação britânica, os meios de comunicação tradicionais no Brasil não têm conseguido se adaptar à revolução causada pela internet. Segundo a Economist, metade dos lares no Brasil já têm conexões à web e o leitor brasileiro prefere consumir a informação online. Outro fator destacado pela revista é o fato de o Brasil já ser a segunda base mais importante para o Facebook no mundo, tendo superado recentemente a Índia – o que prova que o leitor também "curte" compartilhar as informações.

Este aspecto torna ainda mais grave a crise do setor, uma vez que os jornais tradicionais estão progressivamente fechando o seu conteúdo – o que é incompatível com a lógica de compartilhamento da rede. Na reportagem, a Economist ressalta as demissões em grupos tradicionais, como Abril, Folha e Estado de S. Paulo. Só na cidade de São Paulo, 270 cortes foram anunciados e outros estão a caminho.
Foram também ouvidos dois editores de veículos tradicionais, que não apontaram nenhuma saída. Jayme Sirotsky, do grupo Zero Hora e ex-presidente da Associação Nacional de Jornais, disse que o setor está "no meio de uma tempestade". Ricardo Gandour, editor do Estado de S. Paulo, mostrou estar perdido, afirmando que a fragmentação da informação – ou seja, a sua democratização – pode ser prejudicial à democracia.
A reportagem também destacou que a publicidade online, que hoje representa 14% do total, tende a crescer ainda mais nos próximos anos, tomando espaço do montante gasto em jornais e revistas.

Fonte: 14 de Julho de 2013 às 18:51
Fonte: The Economist/Brasil247
Foto: Brasil247.

Foto e texto reproduzidos do site: clicksergipe.com.br

sábado, 15 de junho de 2013

Entrevista com Washington Olivetto

Paula Pacheco - iG São Paulo | 14/06/2013 

Para Washington Olivetto, a publicidade está menos criativa
Chairman e COO da WMcCann, o publicitário critica as agências que tem reduzido as comissões para abocanhar novos contratos, coloca em dúvida a eficácia de algumas mídias digitais, além de ensinar que a melhor forma de vender é usar a "persuasão sincera"
   
A partir do domingo (16), começa o Cannes Lions, o festival de publicidade mais conhecido do mundo, em Cannes (França). A vitrine mundial costuma todos os anos premiar muitos trabalhos brasileiros. Um dos mais reconhecidos profissionais na história da premiação é Washington Olivetto, publicitário, chairman e COO da agência WMcCann, que ganhou 53 estatuetas na sua carreira.

Hoje, no entanto, Olivetto relativiza a relevância de Cannes. Hoje, com as facilidades tecnológicas, ficou muito mais fácil acompanhar a produção publicitária mundial, o que torna o festival menos relevante do que no passado. Ele prefere aproveitar o encontro anual para acompanhar de perto quais são as tendências para o mercado publicitário, que são apresentadas em palestras.

Em entrevista ao iG , o publicitário faz análises precisas sobre o festival, a falta de criatividade no ambiente publicitário, a crise nos veículos de comunicação, as dificuldades das agências em manter a receita diante de margens cada vez menores e da ação pouco leal de empresas como Google e Facebook nessa atividade. Na análise de Olivetto, o mercado brasileiro enfrenta um período de pouca criatividade.

iG ENTREVISTA: WASHINGTON OLIVETTO

Publicitário que comanda a WMcCann, Olivetto fala ao iG sobre crise nos veículos de comunicação, Festival de Cannes e criatividade e as mídias digitais.

Clique no link abaixo para assistir: