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sábado, 31 de outubro de 2015

Novo jornalismo



Publicado originalmente no site Casa dos Focas, em 26.jan.2015.

Novo jornalismo
Por Lucas Almeida.

Novos meios de comunicação. Novos hábitos de consumo informacional. Novas formas de produzir conteúdos. Novos modelos de produção. Novos segmentos dentro do jornalismo. O jornalismo mudou? Sim, e não. O jornalismo não mudou. Apenas teve a sua ‘estrutura’ modificada. O jornalismo continua o mesmo: informativo, gerador de informações… Agora, a forma como isso é produzido, sim, é novo.

Com o advento da internet e da tecnologia o perfil do jornalista mudou, pois o profissional não somente escreve matérias, mas produz a pauta e o roteiro, assim como registra e edita a fotografia, produz infográfico, publica o conteúdo em portais, sites e blogs, televisão, rádio, e além de entender de mídia digital e coordenar um extenso processo informacional. Com isso, hoje, há um novo jornalismo.

Para entender mais sobre esse conceito, o Foca Lucas Almeida entrevistou Mattheus Rocha, idealizador do site Novo Jornalismo.

Comunicólogo com habilitação em jornalismo, Mattheus atua na área de Maketing Digital desde 2006, desenvolvendo estudos em Técnicas de Jornalismo Digital e Marketing de Conteúdo, tendo como foco resultados e conversões. Além disso, é sócio fundador e diretor executivo da Agência Fizzy Marketing Digital.

- O que seria o jornalismo tradicional e o novo jornalismo (o moderno)?
Mattheus Rocha – Considero o jornalismo “tradicional” aquele que não se adapta às novas tecnologias, ou que não explora as potencialidades multimidiáticas. Os jornalistas e as empresas de comunicação precisam cada vez mais se atualizar para sobreviverem no mercado, assim como para terem destaque em sua área de atuação. A grande vantagem do novo jornalismo pode ser comparada à evolução dos programas de gravação de áudio, por exemplo, no nicho da música. Antigamente uma banda precisava ter uma gravadora e uma forte publicidade para conquistar uma grande audiência. Hoje basta um computador, um programa de gravação e a internet (além do talento, claro). No jornalismo, com o advento da internet, é possível fazer um bom trabalho e ser referência utilizando blogs, por exemplo, ou gravando vídeos e utilizando um canal do YouTube. Muito mais simples do que há alguns anos, certo?

- O jornalista tem sido um dos profissionais mais mutáveis da atualidade?
MR – Sim, ser jornalista não é fácil. É preciso saber se adaptar às mudanças, tecnologias, aproveitar oportunidades, se posicionar de forma correta. Além disso, é uma área na qual é preciso estudar sempre, se atualizar constantemente, dominar novas técnicas, como a de webwriting, por exemplo (que, eu, particularmente, considero apaixonante).

- Fazer o lead e apurar as informações é tão importante quanto conhecimento em mídias digitais?
MR – Com certeza! De nada adianta dominar técnicas avançadas em novas mídias, sem dominar a base estrutural de um bom trabalho jornalístico. Na internet aquela máxima de que “nada se cria, tudo se copia” é seguida à risca por pessoas que utilizam blogs e redes sociais, por exemplo. Mas essa atitude não é profissional. Saber produzir conteúdos inéditos e inovadores é fundamental para ganhar destaque e ser referência. E isso passa pelos conceitos básicos de jornalismo, como fazer um bom lead e apurar as informações.

Mattheus Rocha, idealizador do site Novo Jornalismo.

- Qual a relação entre os jornalistas e as redes sociais? É possível exercer a profissão independente dos aparelhos tecnológicos?
MR – Muitos jornalistas têm migrado para a área de redes sociais, por dois fatores principais: a diminuição de vagas em redações tradicionais e o aumento de vagas em agências de marketing digital ou empresas que oferecem serviços de social media. Além disso, as redes sociais também se tornaram fonte de pautas para jornalistas. É comum que notícias do mundo da política ou esporte, por exemplo, comecem a partir de um post de uma personalidade em seu Instagram ou Facebook.

- A estrutura de uma matéria teve que passar por alterações devido às modernidades?
MR – Sim, pois escrever um texto para a internet exige técnicas diferentes do que escrever para um jornal impresso ou uma revista, por exemplo. O jornalista moderno, que trabalha com internet, precisa dominar técnicas de marketing de conteúdo, webwriting e storytelling, além de compreender o comportamento do seu público-alvo na internet, que mídias ele utiliza, que palavras-chave ele procura no Google… Ou seja, são técnicas e conhecimentos diferenciados da mídia “tradicional”.

- – Diversos estudantes e profissionais do jornalismo possuem blogs onde produzem informações. Como você analisa isso?
MR – Eu considero como principal ponto positivo o fato do jornalista moderno poder ter autonomia sobre a produção de seu trabalho com comunicação. É muito saudável ter o domínio do seu próprio veículo (sites, blogs etc.), quando feito com responsabilidade, claro. É uma espécie de democratização da informação, um exercício constante, o aprimoramento de técnicas de forma prática… Ou seja, quando usado para o bem, de forma positiva, inteligente e generosa, com o intuito de compartilhar conhecimento e informações de qualidade, um blog ou um site pode ter um papel importantíssimo na vida das pessoas. Mas estendo essa análise para qualquer área de atuação, não apenas o jornalismo e a comunicação social, já que pessoas e profissionais de qualquer área podem ter blogs e sites de qualidade e de referência.

- E a graduação em jornalismo, como você a avalia nesse processo de modernização da informação? O ensino também está mudando?
MR – Ainda acho que a academia precisa se atualizar e renovar seu quadro disciplinar. Atualmente não vejo as universidades formando profissionais de jornalismo completos, prontos para atuar na área de jornalismo digital. Minha formação em jornalismo foi muito importante para a minha carreira, mas o que aprendi fora da faculdade fez a diferença, principalmente em técnicas como SEO, SMO, marketing de conteúdo, entre outras.

- Que conselhos você dá aos estudantes de jornalismo?
MR – Os estudantes de jornalismo precisam perceber que para crescerem em seus estágios, para se destacarem no mercado e se profissionalizarem com qualidade, é preciso estudar, estudar e estudar mais um pouco. Ler muito, treinar, aplicar técnicas que conhece apenas na teoria, ter blogs e redes sociais para fazer testes, seguir referências da área de comunicação, ir a eventos, assistir palestras e “se jogarem de cabeça em sua profissão”. Pois hoje o mercado é muito dinâmico, é preciso ter atitude, fazer a diferença, dominar técnicas inovadoras. A concorrência é cada vez maior, pois as redações tradicionais estão enxugando seu quadro de profissionais, mas, ao mesmo tempo, o mercado de comunicação digital está em franca ascensão. Só que o mercado digital exige profissionais cada vez mais especializados e preparados. E o preparo não vem apenas da faculdade, como dito mais acima. É preciso saber se posicionar, ter amor pelo estudo e sede pelo conhecimento. Só assim se evolui no mercado atual. Quem é mais um, não tem destaque, é preciso fazer a diferença!

- O que o site Novo Jornalismo tem a oferecer ao público alvo?
MR – Como jornalista e profissional da área de marketing digital desde 2006, pude perceber em minha trajetória que há uma necessidade de atualização técnica e inserção no universo da comunicação digital, tanto por estudantes, quanto por profissionais da área. Por isso resolvi iniciar este projeto. Para oferecer uma visão DIGITAL da comunicação, com ênfase no JORNALISMO, a partir de dicas e artigos sobre como vencer as barreiras do jornalismo tradicional. Mas estas dicas também serão válidas para estudantes e profissionais das áreas de assessoria de imprensa/comunicação, marketing e publicidade. Por isso, fique ligado!

Perfil do Autor:


Lucas Almeida tem 20 anos e cursa o quarto semestre em Jornalismo na Estácio Fic – Fortaleza, Ceará. Gosta de escrever, ler e assistir filmes e documentários. É blogueiro. Escreve para blogs de jornalismo e possui o seu próprio: Papos da Raposa. Gosta de assessoria de imprensa, web jornalismo e audiovisual.

Texto e fotos reproduzidos do site: casadosfocas.com.br

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O digital pode matar o impresso?

Animação de Ken Ottmann retrata os tablets como
responsáveis pela extinção da mídia impressa.
Foto: Reprodução.

Jornal Impresso é ilustrado como dinossauro em Animação Paper Age.

Animação de Ken Ottmann retrata os tablets como responsáveis pela extinção da mídia impressa.

A discussão em torno do assunto, “o digital pode matar o impresso?”, está cada vez mais sofisticada e tecnológica (ironicamente). A última fagulha para incendiar o assunto é a animação produzida pelo designer alemão, Ken Ottmann, que virou febre na internet. Intitulado  Paper Age, o curta de 1,5 minuto, mostra dinossauros feitos de papel jornal que morrem ao se depararem com um tablet, uma espécie de meteoro que ocasionará sua extinção.

Em Paper Age, o animador coloca dinossauros poderosos feitos de origami numa floresta estilo a do filme Jurassic Park . Todo o cenário é construído em papel jornal, com exceção do tablet, que aparece na página de busca no Google,  exibindo os resultados de busca a palavra Leistungsschutzrecht, a lei alemã de direitos autorais que exige que os dispositivos de busca e agregadores paguem taxas de licenciamento às publicações para utilizar os trechos de texto.

No canal, o vídeo foi postado há duas semanas e já atinge marcas impressionantes.  Segundo as estatísticas de acesso mais de 96.000 visualizações de vídeos e mais de 2,5 milhões de Likes. No site, Ottmann exibe com orgulho a popularidade, com alguns prints de de blogs que publicaram o viral, que segundo informações postadas no dia 18, já contabilizavam 250.

Genial, além de provocar muitas discussões!

Foto/texto/vídeo reproduzidos do blog: blogdatacia.wordpress.com/

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

segunda-feira, 15 de julho de 2013

The Economist destaca mídia sem reação à web no Brasil

The Economist destaca mídia sem reação à web no Brasil. 
 Foto: Brasil247

 Edição desta semana da revista inglesa aponta as dificuldades dos grupos tradicionais de mídia impressa no Brasil para se adaptar à revolução causada pela internet; publicação destaca as demissões na Abril, no Estado de S. Paulo e na Folha e a preferência do leitor brasileiro pela informação online; ouvido pela reportagem, Jaime Sirotksy (esq.), da Zero Hora, diz que o setor está "no meio de uma tempestade"; incapaz de compreender os novos tempos, Ricardo Gandour (dir.), do Estado de S. Paulo, diz que a fragmentação da informação pode ser prejudicial à democracia; editores estão perdidos.

247 - É grave a crise da mídia impressa no Brasil. E ela está retratada na edição deste fim de semana da revista inglesa The Economist – a mesma que tem sido citada com frequência, pela imprensa tradicional, em razão das críticas contumazes à política econômica no Brasil.

De acordo com o diagnóstico da publicação britânica, os meios de comunicação tradicionais no Brasil não têm conseguido se adaptar à revolução causada pela internet. Segundo a Economist, metade dos lares no Brasil já têm conexões à web e o leitor brasileiro prefere consumir a informação online. Outro fator destacado pela revista é o fato de o Brasil já ser a segunda base mais importante para o Facebook no mundo, tendo superado recentemente a Índia – o que prova que o leitor também "curte" compartilhar as informações.

Este aspecto torna ainda mais grave a crise do setor, uma vez que os jornais tradicionais estão progressivamente fechando o seu conteúdo – o que é incompatível com a lógica de compartilhamento da rede. Na reportagem, a Economist ressalta as demissões em grupos tradicionais, como Abril, Folha e Estado de S. Paulo. Só na cidade de São Paulo, 270 cortes foram anunciados e outros estão a caminho.
Foram também ouvidos dois editores de veículos tradicionais, que não apontaram nenhuma saída. Jayme Sirotsky, do grupo Zero Hora e ex-presidente da Associação Nacional de Jornais, disse que o setor está "no meio de uma tempestade". Ricardo Gandour, editor do Estado de S. Paulo, mostrou estar perdido, afirmando que a fragmentação da informação – ou seja, a sua democratização – pode ser prejudicial à democracia.
A reportagem também destacou que a publicidade online, que hoje representa 14% do total, tende a crescer ainda mais nos próximos anos, tomando espaço do montante gasto em jornais e revistas.

Fonte: 14 de Julho de 2013 às 18:51
Fonte: The Economist/Brasil247
Foto: Brasil247.

Foto e texto reproduzidos do site: clicksergipe.com.br

sábado, 15 de junho de 2013

Entrevista com Washington Olivetto

Paula Pacheco - iG São Paulo | 14/06/2013 

Para Washington Olivetto, a publicidade está menos criativa
Chairman e COO da WMcCann, o publicitário critica as agências que tem reduzido as comissões para abocanhar novos contratos, coloca em dúvida a eficácia de algumas mídias digitais, além de ensinar que a melhor forma de vender é usar a "persuasão sincera"
   
A partir do domingo (16), começa o Cannes Lions, o festival de publicidade mais conhecido do mundo, em Cannes (França). A vitrine mundial costuma todos os anos premiar muitos trabalhos brasileiros. Um dos mais reconhecidos profissionais na história da premiação é Washington Olivetto, publicitário, chairman e COO da agência WMcCann, que ganhou 53 estatuetas na sua carreira.

Hoje, no entanto, Olivetto relativiza a relevância de Cannes. Hoje, com as facilidades tecnológicas, ficou muito mais fácil acompanhar a produção publicitária mundial, o que torna o festival menos relevante do que no passado. Ele prefere aproveitar o encontro anual para acompanhar de perto quais são as tendências para o mercado publicitário, que são apresentadas em palestras.

Em entrevista ao iG , o publicitário faz análises precisas sobre o festival, a falta de criatividade no ambiente publicitário, a crise nos veículos de comunicação, as dificuldades das agências em manter a receita diante de margens cada vez menores e da ação pouco leal de empresas como Google e Facebook nessa atividade. Na análise de Olivetto, o mercado brasileiro enfrenta um período de pouca criatividade.

iG ENTREVISTA: WASHINGTON OLIVETTO

Publicitário que comanda a WMcCann, Olivetto fala ao iG sobre crise nos veículos de comunicação, Festival de Cannes e criatividade e as mídias digitais.

Clique no link abaixo para assistir: