+ mídias clicando nos ícones/links da coluna à direita.

sábado, 24 de junho de 2017

Jornais impressos não exploram bem recursos da Internet



Conversando com... William Robson

Jornais impressos não exploram bem recursos da Internet

Protagonista no uso da tecnologia, com várias iniciativas com as quais se tornou pioneiro no Ceará – como a informatização de sua redação na década de 1990 – e no Norte e Nordeste – como sua presença na internet desde 1995 – o jornal Diário do Nordeste é destaque no livro “Infografia Interativa na Redação” (Editora Sarau das Letras), de autoria do jornalista paulista, radicado no Rio Grande do Norte, William Robson Cordeiro.

Mestre em estudos da mídia, Cordeiro debruçou-se por dois anos sobre o tema da convergência de mídias e como o jornalismo tem tirado proveito da era digital e comenta em seu livro a experiência do Diário, com destaque para o canal de infografias interativas que o jornal mantém em seu website, a iniciativa da TVDN (canal de vídeo online dedicado ao jornalismo do Diário) e a edição do jornal exclusiva para tablet (“Diário do Nordeste Plus”).

William Robson é diretor de redação do Jornal de Fato, tendo começado sua carreira profissional como “foca” (jornalista novato, estagiário, no Gazeta do Oeste.

Entrevista com William Robson Cordeiro, jornalista, mestre em estudos da mídia e autor do livro “Infografia Interativa na Redação”.

Como se posiciona a infografia interativa hoje, entre o “pós-televisivo” e a era digital?

William Robson – Bem, é importante que façamos inicialmente uma rápida explicação deste termo “pós-televisivo”, que foi aplicado para novas variáveis como desenho e infografismo, novos tratamentos tipográficos ou de estilo, pela professora da Universidade de Santiago de Compostela, Margarita Ledo Andión, em seu livro publicado em 1993. Este conceito tratava do comportamento que os jornais adotaram um pouco depois do surgimento da televisão e desenvolvido com ênfase pelo USA Today nos anos 80, que se apoiava na informação visual. Ou seja, o advento da TV foi importante para causar uma mudança drástica na forma como os jornais diários eram produzidos. Enquanto crescia a audiência televisiva, os jornais impressos sofriam com a perda constante de leitores. A saída encontrada por eles, pelos jornais, baseava no desenvolvimento de novas soluções de leitura, fortalecendo o fotojornalismo, com imagens maiores no ambiente da página, além dos recursos do jornalismo gráfico e iconográfico. O início dos anos 80, com o jornal USA Today, foi marcante neste sentido, pois notamos jornais graficamente mais bonitos, com menos quantidade de textos e muito mais imagens.

Seria uma forma de atrair este leitor que fugia dos jornais e buscava a informação na TV, bem mais prática e atrativa. Os jornais pós-televisivos nasceram desta necessidade, buscando uma relação com a televisão, e foi um momento importante para a massificação da infografia. Este modelo acabou por influenciar jornais brasileiros, como a Folha de São Paulo, nos anos 80, um dos primeiros a recorrer constantemente aos infográficos. Eram tantos infográficos na Folha que, às vezes, ficava confuso de entender a notícia. Parecia que a novidade estava deixando todos na redação empolgados. Não foi à toa que muitos estudiosos começaram a chamar os jornais pós-televisivos de “televisão impressa”. O jornalismo foi reconfigurado com o advento da TV e os novos hábitos sociais de visualidade afetaram diretamente os jornais impressos.

No contexto atual, vivenciamos algo muito parecido, com a chamada “era digital”, até porque estou com o professor Muniz Sodré, que não gosta do termo “revolução digital”, que remete à ruptura. Melhor termo seria “transformações tecnológicas”, feitas de forma sistemática. Os periódicos estão novamente sendo provados a experimentações. A semelhança não está tão somente no aspecto logísitico da informação, uma infra-estrutura para a condução informacional, mas um reordenamento mercadológico no mundo inteiro. E este reordenamento passa pela forma como as pessoas se informam. Se hoje é pelo computador e não mais pelo papel, as empresas de jornais impressos também precisam se transformar. Isso integra a tal convergência, que transforma as empresas de informação em conglomerados multimidiáticos com efeitos na forma de produção e no produto ofertado ao público. E aí, a infografia novamente entra em cena, agora com a característica da participação, da interatividade e da multimidialidade.

Em sua análise, como o Diario do Nordeste se insere no contexto brasileiro no uso de infografia interativa, e em relação à região Nordeste?

WR – Ao longo destes dois anos de estudos,  que resultaram neste livro (“Infografia Interativa na Redação”), percebi que o  jornalismo na região Nordeste vem experimentando a infografia interativa, algo que sequer imaginava, diante da complexidade da produção e dos custos de investimento que muitos jornais não estão dispostos a aplicar. Bahia e Pernambuco também utilizam os infográficos para a internet. Esta descoberta, evidentemente, alterou a rota inicial do meu projeto de pesquisa e evoluiu para uma pesquisa mais intensa no Diário do Nordeste. E, logo de cara, percebi que o Diário do Nordeste tem uma forte vocação de vanguarda, de fazer experiências (aí lembro de projetos como a TVDN e do Diário Plus), de aplicar recursos em projetos que inicialmente parecem sem retorno.

A intenção do jornal em investir na infografia interativa, ao enviar equipes para conhecer outras experiências no Brasil, de contratar um profissional para produzir peças formatadas para a internet, de abrir um canal específico na página principal do site, mostram bem isso. O Diário do Nordeste percebe que a exploração de tecnologias está diretamente relacionada com a conquista de leitores, de manutenção da audiência. E segue uma tendência nacional, que explora muito bem este recurso e outros também bem inovadores, como os especiais multimídia e as publicações próprias para dispositivos móveis.

Quais são os elementos que caracterizam a infografia como “interativa”, que é o termo utilizado em seu livro?

WR – No meu livro, eu esclareço bem isso, de como a infografia interativa estabeleceu-se como forma nova de visualização de informação e, essencialmente, incorporou modelos de natureza participativa da audiência com o agrupamento de recursos multimídia. É uma linguagem que abriga vários meios, com o caráter de colocar o leitor no plano da interatividade, sob uma lógica midiatizada. Gosto muito de relacionar a ideia de infografia interativa com os pontos que o professor Marcos Palácios, da Universidade Federal da Bahia, delimita sobre o jornalismo praticado na internet: multimidialidade/convergência, interatividade, hipertextualidade, customização do conteúdo/personalização, memória e instantaneidade/atualização contínua.

É claro que não é fácil a gente encontrar, nas novas narrativas jornalísticas, todos estes elementos reunidos de uma vez só, diante de razões técnicas, adequação do produto ou a aceitação do consumidor sob o âmbito de mercado. Mas, um, outro ou mais são claramente observados. Aí, faço uma relação destas características com a infografia, na intenção de explicar melhor sua funcionalidade e como elemento importante no webjornalismo. Os infográficos interativos apresentam modelos de narrativa não-linear ou multilinear (através de um percurso definido pelo leitor), inseridos em ambiente eletrônico predeterminado pelo instrumento. Ou seja, o passeio digital pelo infográfico é possível a partir de opções previsíveis sugeridas pelo computador, não abalando o prazer proporcionado pelas interações.

É neste contexto digital, que abriu possibilidades para o infográfico ofertar diversos elementos e ser explorado pelo leitor sob uma perspectiva não antes vista. A dinamicidade da internet favoreceu uma lógica além das produções estáticas do jornal impresso, estabelecendo narrativas não-lineares (ou seja, o leque de opções de informação é mais vasto, por ser um hipertexto em si mesmo) e potencialidade de hipermídia.

Dentro do conceito de usabilidade, como você avalia as publicações digitais que temos no Brasil. (Sabemos que muitos utilizam os recursos simplesmente por disporem da tecnologia, mas dominar a tecnologia é diferente de saber como melhor usá-la).

WR – Não estamos lidando com um processo fácil de mudança de suportes. A internet como conhecemos é muito nova, dos anos 90, e o jornalismo como modelo de negócio tem mais de 200 anos. Não se trata de simplesmente adaptar a lógica do impresso aos meios digitais. É preciso descobrir qual a nova linguagem que estes periódicos vão utilizar na internet. É fácil? Claro que não. Os jornais apresentam novas propostas de informação todos os dias, sem falar que a era digital é muito fluida. Não está numa caixinha, não é estaque e o jornalismo tradicional, evidentemente, estranha tudo isso, porque foi acostumado a trabalhar somente com o binômio imagem + texto. E percebemos que os meios de comunicação se submetem a uma instância que pressupõe um deslocamento do método de transmissão tradicional para o digital.

McLuhan disse que estas mudanças traduzem-se numa violenta forma de quebra de padrões culturais. Então, é natural que notemos uma forte carga do jornalismo impresso impregnado nos sites, e descobrir como fazer diferente é realmente um desafio. Como a tecnologia está posta para os veículos de comunicação, os jornais tendem a fazer laboratório e não dá para encararmos que chegaremos ao formato estandartizado como no impresso, se a internet não é estandartizada. Refiro-me à aspectos de padronização mesmo. E não diria, por conta disso, que alguém esteja realmente “dominando” a tecnologia, ainda mais se tratando de jornalismo.

Geralmente, as publicações digitais para tablets trazem logo depois da capa um guia para que o leitor aprenda a interagir com a ferramenta. Estamos longe ainda de um modelo padronizado ou tão intuitivo que elimine essa necessidade?

WR – Tem muito a ver com o que eu falei anteriormente, a ideia de um jornalismo estandartizado, como testemunhamos no impresso, no rádio e na TV (que já está mudando muito atualmente). Dentro do processo da tecnocultura, já percebemos uma padronização das técnicas (a noção de que as pessoas sabem utilizar os dispositivos e de que estes dispositivos se assemelham em qualquer lugar do mundo) e, se assim não fosse, a internet não seria um vetor político de globalização e de consumo. Nas novas publicações jornalísticas para tablets, a proposta que vemos inicialmente – claro, que de experimento –, é de didatismo sobre novos produtos. A Superinteressante e outras publicações da Abril, por exemplo, têm ganhado versões para tablet, com seu manual de instruções, indo logo direto à questão e quebrando o que é intuitivo.

Os infográficos destas publicações apresentam recursos que vão além do passar o dedo na tela. Inclinar ou balançar o tablet já oferece outras sensações. O jornalismo tem muito disso, de orientar a audiência sobre o que parece complicado. Não é assim a explicação sobre “didatismo” nos manuais, de facilitar a vida do leitor? O jornalismo digital que estamos vendo bloqueia um pouco a possibilidade de intuição do usuário, que, a meu ver, gosta do intuitivo, gosta de descobrir, do lúdico, como nos games. Olha só, as poesias digitais, que se assemelham a ambientes surreais na internet, como as de Jason Nelson exploram bem o intuitivo. Sem manual de instruções. Mas, se os jornalistas são orientados a usar uma linguagem coloquial no texto jornalistico, o guia em publicações digitais tem a mesma intenção de facilitar a vida dos leitores.

A popularização dos dispositivos com telas sensíveis ao toque traz algum impacto na forma como os infográficos interativos podem ser apresentados?

WR – Sim, e já percebemos nas publicações tradicionais que ganharam suas versões para tablets. Os infográficos para tablets exploram outros recursos, como virar a tela, balançar o dispositivo ou rolar de uma extensão à outra da página. Tudo dentro de um ambiente de uma revista digital. Mas, ainda está bem no início. Apenas os grandes conglomerados de mídia oferecem este recurso com maior frequência. Os jornais regionais, sobretudo, os do Nordeste, estão no estágio da infografia interativa em seus sites jornalísticos. Não tenho visto infográficos interativos nas versões digitais dos impressos, por exemplo, como vemos nas revistas, o que parece ser um processo mais difícil, diante da periodicidade das publicações. E não diria que estão atrasados, de forma alguma. Pelo contrário, as poucas publicações nordestinas que enveredam por este caminho demonstram uma forte capacidade de adequação às novas formas de linguagem que se apresentam diante de nós.

Em sua opinião, o público leitor tem assimilado bem essa transição que a convergência de mídias tem imposto no formato como a notícia está sendo apresentada? Ele tem tido mais interesse pela notícia quando ela utiliza elementos multimídia interativos?

WR – É importante considerar que estamos inseridos em um contexto de tecnocultura ou de midiatização, quando somos condicionados a viver sob as lógicas da mídia. Não se refere tão somente ao conteúdo jornalístico, à estrutura simbólica neste processo de mediação, porém envolve, indispensavelmente, os dispositivos. É algo muito forte. Sem muito academicismo. Isso me fez lembrar novamente de McLuhan acerca do que ele denominou de “artefatos humanos”, considerando serem as extensões das pessoas ou o resultado da capacidade humana de criar o que ele chamou de “órgãos adicionais”. Os dispositivos, os computadores, smartphones, tablets, estão em nosso cotidiano como se fossem parte do nosso corpo. A partir daí, de entendermos este quadro, é que poderemos supor se o leitor está assimilando bem a transição da convergência midiática.

Olha só, as pessoas vivem uma nova era de consumo de informação a partir dos dispositivos e tenho notado que, a partir daí, nunca antes os jornais tradicionais foram tão lidos, rádios têm alcançado distâncias inimagináveis e a programação de TV tornou-se customizada. Mesmo assim, não dá para afirmar se o leitor tem maior interesse pela notícia por conta de elementos multimídia, mas os infográficos tiveram um papel importante para os jornais há algumas décadas. Hoje, os infográficos ganham novo formato, dentro deste âmbito de convergência, um instrumento a mais para que os jornais possam segurar seu leitor. É tudo uma tentativa ainda, em busca de uma linguagem própria, na intenção de fornecer notícia mais simples e rápida, diante de um turbilhão de informações que encontramos na internet.

Os jornais de hoje já exploram todo o potencial que a internet e os recursos multimídia permitem?

WR – Evidentemente que não e podemos até indagar: qual o limite do potencial da internet, né? Parece algo que não tem fim, uma capacidade inesgotável a ser explorada. Os jornais brasileiros enfrentam uma crise de identidade e financeira. Como a internet ainda não sustenta os jornais brasileiros, o impresso é quem paga a conta. Fazer novas experimentações ou montar uma redação digital com mais de 20 jornalistas, como o caso do Diário do Nordeste, não é barato. Os jornais não tem dinheiro sobrando para bancar esta estrutura. Desenvolver especiais multimídia, infográfios interativos, programas de TV para a internet, não é tão simples e precisa de gente especializada, que custa caro. Há um fator importante que percebemos nas redações: os jornais que se propõem a explorar mais os recursos multimídia em seus sites esbarram nos recursos humanos. Falta pessoal técnico para trabalhar com softwares específicos e produção de conteúdo multimídia.

Os cursos de jornalismo têm uma parcela de culpa, porque não acompanham o desenvolvimento do webjornalismo no mesmo ritmo das empresas. É comum encontrarmos profissionais que trabalham em experimentações para a internet nos jornais, vindos do design, são analistas de sistemas ou mesmo desenhistas que aprenderam fazendo. Tudo isso (dinheiro, pessoal, aperfeiçoamento técnico) trava as intenções de explorar o potencial que a internet é capaz de oferecer. No entanto, há um outro lado a observar: notamos produções importantes para a internet em grandes jornais brasileiros e até no Nordeste (aí volto a remeter aos projetos do Diário), que não são tão frequentes por razões que coloquei aqui, mas há uma direção que indica que os jornais querem experimentar mais, preparar seu pessoal para a internet, porque veem nela uma questão de sobrevivência num futuro bem próximo. E e é logico: o leitor está migrando para a internet. É preciso correr atrás dele.

No que os jornais ainda precisam investir para obter melhores resultados com a internet? Quais são os desafios para tirar melhor proveito desse recurso?

WR – Primeiro, acreditar no suporte. Os jornais ainda não veem a internet com a seriedade como deve ser vista. Os projetos na internet sempre caminham para fortalecer o impresso. Desgarrar do papel é um  desafio difícil. Jornalismo transcende qualquer suporte e tem uma capacidade impressionante de se adaptar a qualquer plataforma. Segundo, integrar as redações on e off line, que é um processo complicado, não somente pelas linguagens diferentes, mas por razões de contratos trabalhistas. A figura do jornalista polivalente ou multitarefa acaba sendo um problema para os jornais. Compreendendo isso, é preparar a transição da equipe historicamente focada no impresso, para entender a linguagem digital, através de experiências e treinamento, explorando constantemente novas ferramentas e novos recursos, a exemplo das revistas para tablet, especiais multimídia e da infografia interativa. Mas, todas estas questões não envolvem apenas os jornais. Tem a ver com o novo papel a ser desenvolvido pelos jornalistas e pela preparação destes profissionais pelas universidades. Durante a pesquisa, o diretor editor do Diário do Nordeste, Ildefonso Rodrigues, me relatou algo muito importante, que os jornalistas ainda são preparados para o  mercado sob a linha do impresso, do texto, da linguagem escrita, com reduzida visão das complexidades advindas das novas rotinas de um jornal na internet. O principal desafio, portanto, é quebrar os padrões do jornalismo histórico e padronizado.

Em seu livro, você fala que “a convergência midiática tem transformado o jornais e o jornalismo”. Para onde estamos caminhando então? Quais são as tendências nessa área pelo que se observa mundo afora?

WR – Precisamos compreender que a integração e evolução dos meios alteraram as atuais práticas sociais, e no campo do jornalismo este panorama também é evidente. Não adianta os jornais ficarem tão somente no patamar do modelo tradicional impresso. Estamos num contexto social de convergência, que como foi citado aqui, transforma as empresas de informação em conglomerados multimidiáticos. A convergência caminha sob uma dicotomia clara: por um lado o jogo de um modelo de negócios de corte de custos e, por outro, a máxima produção que as novas tecnologias permitem. Esta transição à qual o modelo de negócio jornalístico é submetido acarreta no surgimento do profissional chamado nas redações de jornalista multitarefa, supostamente capaz de desenvolver inúmeras atribuições que incluem produzir vídeos, áudios, fotografias, edição, textos, entre outras.

Há um outro ponto importante: o papel da prática jornalística nas redações é redefinido, com alterações até mesmo nos rumos da profissão, por conta da superabundância de informações disponíveis na rede que não são produzidas por pessoas graduadas em jornalismo. A redefinição profissional sugere, então, mecanismos de filtragem da grande quantidade de conteúdo que oferece a rede, cabendo uma atribuição nova e diferente para o jornalista em tempos de convergência: compilador e difusor da informação, como um cartógrafo e, ao mesmo tempo, regulador da qualidade. E estes pontos envolvem jornais e jornalistas de um modo geral. A  internet afetou o jornalismo em sua totalidade e não somente o jornalismo digital e, em vista disso, o impacto sobre o modo de produção jornalística exige redefinição dos produtos.

Poderíamos ter um modelo de jornalismo em que a notícia seja divulgada somente através de recursos gráficos multimídia (em um site específico ou em publicações nas redes sociais)?

WR – É uma ideia que não pode ser descartada. Os especiais multimídia são bons exemplos disso, pois congregam recursos multimídia num só ambiente. Os infográficos interativos também podem funcionar como informador em si mesmo, sem precisar ser muleta do texto. Isso já ocorre no impresso com as reportagens infografadas. No âmbito da internet, isso pode ser realmente potencializado.

Com a popularização das redes sociais, o que você acha que elas têm a contribuir com o jornalismo? Ou como o jornalismo poderia tirar proveito delas?

WR – O jornalismo pode ser praticado em qualquer meio de divulgação que exista e que venha a existir. Se os postes serviam como instrumentos para que as antigas gazetas pudessem ser divulgadas, as redes sociais, sob uma outra lógica, cumpre o mesmo papel. E os jornais entenderam rápido, participando das redes sociais e obtendo excelente repercussão. São muitos os comentários dos usuários nas postagens dos jornais, mostrando que o leitor agora participa muito mais ativamente do que somente no espaço editado das Cartas dos Leitores. E as redes podem ser uma ferramenta sinérgica de jornais e audiência, de aproximação entre ambos. Para o leitor, uma forma de ser ouvido e de participar da edição. Para os jornais, um modo de compreensão do perfil de seu consumidor e um instrumento que alimenta sua autolegitimação de difusor da informação de qualidade.

Texto e imagens reproduzidos do blogdocarlossantos.com.br

Com mudanças, jornal impresso se adapta à era digital

Imagem reproduzida do blogdocarlossantos.com.br
Postada por Laboratório Midiático, para ilustrar o presente artigo.

Publicado originalmente no site Orm News , em 30 de novembro de 2016. 

Com mudanças, jornal impresso se adapta à era digital.

Pesquisa mostra que o veículo ainda é o meio de informação mais confiável

Por: O Liberal

O  jornalismo impresso nas últimas décadas, no Brasil e no mundo, teve que aprender a conviver com o meio digital. Com o crescimento das plataformas digitais, o meio impresso passou a enfrentar o desafio de manter uma posição, já que as pessoas passaram a ter um leque de possibilidades na constante busca de informação. As mudanças nos hábitos desse tipo de consumo na sociedade geraram uma série de dúvidas sobre a manutenção e o futuro da mídia impressa.

Ronald Junqueiro foi editor-chefe de O LIBERAL durante seis anos (de 1988 a 1993). Com propriedade, diz que, assim como os grandes jornais, O LIBERAL acompanhou de perto transformações fundamentais para se manter no mercado, pois virou produto em escala industrial e, portanto, competitivo. “O jornal foi minha escola profissional, assim como a de gerações que vieram antes e depois de mim. Hoje, quase uma década e meia longe de uma redação de impresso, observo que os desafios continuam e que mudança é a palavra de ordem no universo do jornalismo, aberto a novas tecnologias e especializações”, disse.

Junqueiro relembra o projeto de modernização de Romulo Maiorana, com a passagem do offset para a computação. “Na década de 80, o jornalista analógico teve que abandonar a velha máquina de escrever para sentar-se à frente do computador, encarado como novidade da sedutora tecnologia de ponta, mas sem que essa geração percebesse de imediato a dimensão do jornal, que saía de um processo primordialmente artesanal para atender às exigências de uma era industrial que, por sua vez, foi forçada a se modernizar. E com essa modernidade chegaram a cor e as novas máquinas. Assim como vieram novos métodos e nova dinâmica do fazer jornalístico. Essa passagem do analógico na redação do jornal foi sentida por poucos, mas a tal revolução tecnológica foi possível também pela disposição da moçada que começou a trabalhar e que acompanhou o espírito de pioneirismo e empreendedor de Romulo Maiorana”.

Adaptação. 

Mestre em Ciência da Comunicação, Cultura e Amazônia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Arcângela Sena comenta que, para o impresso, o desafio do século XXI é justamente se adaptar às novas tecnologias, que dão uma velocidade do agora às informações. “Entender essa prática e saber lidar com o fato do que o povo deseja de um veículo que divulga com um dia a mais a notícia, ou seja, daquilo que não foi dado de maneira tão veloz. Acredito ser essa a chave do sucesso e da permanência desse canal”, afirma.

A adaptação da mídia impressa é outro importante ponto levantado por Arcângela no que diz respeito ao futuro. Ela cita alguns exemplos. “O rádio se adaptou e ainda hoje continua se adaptando. Vivemos uma sociedade informacional. Nada é estático e o modo de fazer jornal impresso precisa entender isso. O profissional de impresso deve reaprender a aprender e sempre buscar mais conteúdo e conhecimento, porque informação atrai, principalmente se bem pesquisada e apurada”, conta.

Junqueiro reforça essa ideia. “Os jornais precisam sempre se reinventar, não apenas na adoção das novas tecnologias, mas quanto à credibilidade que sempre exigiu tratamento prioritário à informação de qualidade dada ao leitor, do factual ao editorial. Assim deve ser a pauta das empresas que produzem as mídias tradicionais e suas linhas editoriais. A síntese é feita pelo bom jornalismo e pelo bom jornalista”, finaliza.

Texto reproduzido do site: ormnews.com.br

segunda-feira, 29 de maio de 2017

O tsunami da revolução tecnológica...

Os tempos atuais exigem participação mais efetiva no debate diário dos dilemas brasileiros.

Publicado originalmente no site da revista CartaCapital, em 21/10/2016.

Tecnologia - Projeto digital

Os novos sócios de CartaCapital

por Manuela Carta* 

O projeto que estreia em janeiro transformará os assinantes em parceiros na definição dos conteúdos e na manutenção de nossos princípios jornalísticos

O tsunami da revolução tecnológica fez várias vítimas pelo caminho e continuará a produzi-las ao longo das próximas décadas. Ícones do jornalismo impresso simplesmente desapareceram ou tiveram de se reinventar.

O diário britânico The Independent e a revista norte-americana Newsweek são dois dos mais notórios casos de publicações que migraram em definitivo para a versão digital em busca de sobrevivência. Outros tantos meios de comunicação testam fórmulas, mais ou menos bem-sucedidas, para resistir aos novos tempos e exigências dos leitores.

Por incrível que pareça, a overdose de informação, notícias e boatos não vai matar o jornalismo. Ao contrário. Nunca pareceu tão essencial a existência de uma mídia profissional, comprometida com a verdade factual, disposta a respeitar a inteligência do leitor e servir de guia em um ambiente no qual, não raro, os fatos valem tanto ou menos que as fofocas.

CartaCapital nasceu há 22 anos inspirada nesses princípios. Em 2001, em meio à grave crise econômica que atravessava o País, tornou-se semanal. Não por acaso, a editora que publica esta revista estampa o nome de Confiança. Incontáveis percalços nunca arrefeceram o nosso ânimo, antes reforçaram os compromissos que norteiam a nossa existência desde a primeira edição, em agosto de 1994.

Entendemos ter chegado a hora de reafirmar esses compromissos, sobre outras bases. CartaCapital prepara-se para singrar, como Ulisses, os oceanos revoltos do mundo digital, sem descuidar da versão impressa. A revista em papel continuará a existir, enquanto fizer sentido para os leitores e para nós. A internet exige, porém, outra postura e dedicação.

A maior vantagem da competição na rede é a brusca redução das barreiras de entrada. Blogs, youtubers e poderosos veículos tradicionais disputam a atenção do público em uma quase igualdade de condições. A inovação, a rapidez e a criatividade fazem frente à tradição. Desafiador e instigante ao mesmo tempo.

O momento político brasileiro também nos convoca a uma reavaliação da presença na internet. Parcela importante da sociedade não se sente representada pelo grupo político que assumiu o poder após o golpe contra Dilma Rousseff.

Uma onda reacionária visa calar as vozes dissonantes e excluir do debate público quem pensa diferente. Propostas como o Escola sem Partido ou as agressões públicas àqueles identificados com o pensamento progressista não deixam dúvidas sobre a intenção dos novos donos do poder e o espírito do tempo. Os ideais iluministas do jornalismo nunca foram tão essenciais.

Por sua história e credibilidade, CartaCapital habilita-se a catalisar os anseios dessa parcela da sociedade que se sente alijada e sem voz. A partir de janeiro, mudaremos de forma radical nossa presença na internet. O crescimento do site da revista nos últimos anos, apesar dos parcos investimentos, nos anima a apostar em um salto quântico.

O objetivo é evoluir para um modelo de portal de notícia, análises e entretenimento que abrigue a diversidade de pensamento, dê voz às minorias, consolide um espaço diário e fundamental de debates sobre a realidade e estimule a produção audiovisual inovadora.

Não estaremos sós. O novo portal reunirá nomes referenciais em vários campos do conhecimento, da economia à cultura, dos direitos humanos à política. Embora divergentes em certos aspectos, os sites, blogs e colunistas incorporados ao projeto comungam dos mesmos valores: igualdade de oportunidades, democracia, criação de um projeto nacional, bom uso do dinheiro público, desenvolvimento sustentável, liberdades individuais.

Nesta nova fase, os assinantes terão um papel central. Aliás, para nós, deixarão de ser “apenas” assinantes. Passarão à condição de “sócios” de um projeto de jornalismo independente e comprometido com os valores de uma sociedade moderna, plural e madura.

Novos produtos serão oferecidos. Os atuais assinantes, sejam da versão impressa, sejam da digital, continuarão a receber regularmente a revista, mas terão à disposição, sem custo adicional, uma nova leva de informações distribuídas em formatos diferentes e amplificadas pelas novas ferramentas de comunicação. Nossos reconhecidos especialistas, associados a novos colaboradores convidados a integrar o projeto, produzirão análises exclusivas e embasadas em política, economia e cenário internacional.

Os “sócios-assinantes” terão voz ativa na produção do conteúdo digital. Possibilidade de publicar artigos, acesso exclusivo às áreas de comentários e participação em “reuniões de pauta” periódicas vão garantir a participação ativa.

Os privilégios estendem-se a seminários, debates e cursos oferecidos pela editora, bem como às edições especiais, colecionáveis e outras publicações a serem criadas. Os “sócios” terão ainda acesso a um amplo clube de vantagens, de ingressos em espetáculos culturais a ofertas em restaurantes, viagens, museus, hotéis e serviços na internet.

Prometemos radicalizar a relação de transparência com os leitores. Relatórios periódicos enviados aos “sócios” detalharão o uso dos recursos arrecadados por meio das assinaturas. Os associados serão parte essencial no planejamento anual dos investimentos e nos ajudarão a definir as prioridades econômicas e editoriais.

O coração da nossa estratégia é o vínculo estreito com os leitores fiéis, mais importantes do que qualquer anunciante ou influências políticas. Uma parcela importante dos cidadãos, temos certeza, compreende a necessidade de sobrevivência de um jornalismo profissional e honesto e anseia por um mínimo de pluralidade de informação e opinião, valores basilares da civilização.

Os interessados em mais informações podem entrar em contato pelo e-mail socio@cartacapital.com.br ou acessar a página do novo projeto digital.

*Publisher de CartaCapital.

Texto e imagem reproduzidos do site: cartacapital.com.br/revista

sábado, 25 de março de 2017

Mídia Tradicional ou Mídia Digital: qual a melhor?


Mídia Tradicional ou Mídia Digital: qual a melhor?
Por André Cintra.

A forma como fazemos propaganda mudou nos últimos anos. De lá para cá, as mídias digitais ganharam espaço, devido seu baixo custo e grande efetividade. Mas a mídia offline continua firme, pois tem várias características positivas. A mídia digital engloba estratégia digital, como vídeos, e-mail marketing, que oferecem personalização, tornando possível aprimorar serviços e produtos, surgindo também novos nichos de mercado. Mas se a mídia tradicional ainda existe, ela tem um papel importante, não é mesmo? Afinal, comerciais podem chegar mais longe, a televisão é presente na vida de muitas famílias. Logo, tanto TV, impresso ou rádio adaptaram para continuarem vivos. Dai surge a pergunta: divulgar na mídia tradicional ou mídia digital?

Vamos conhecer a respeito de cada tipo, entendendo seu papel e benefícios para as empresas que desejam anunciar.

Publicidade Tradicional.

A publicidade tradicional caracteriza-se por aquelas que interrompem o cotidiano das pessoas, buscando captar sua atenção. São spots de rádio, comerciais, outdoor, mobiliários urbanos, anúncios em revistas, jornal, entre outros. Por mais que a mídia digital seja atraente por ser moderna, a publicidade tradicional ainda é considerada a mais confiável. Segundo pesquisa do IBOPE, em 2014, 57% das pessoas declararam que assistem televisão. Assim, é certeza de que sua marca será vista. Outro ponto é que ela também pode ser segmentada. Você pode publicar um anúncio de cosméticos na seção de saúde de um jornal ou em uma revista do assunto. Dependendo do seu produto, pode anunciar em uma rádio voltada mais para o público jovem ou para as pessoas de mais idade.

Por outro lado, a publicidade tradicional é cara, sendo a que mais consome verba de comunicação em uma empresa. Além disso, é uma via única, na qual a marca envia a mensagem, mas não sabe o que o consumidor achou; não há reciprocidade. Como o consumidor atualmente usa vários dispositivos ao mesmo tempo, fica difícil chamar sua atenção, pois ele pode estar assistindo televisão enquanto mexe no computador, celular, etc. Houve uma queda considerável em compradores e assinantes de jornais, o que torna a mídia cara e com poucas impressões, afinal, o jornal também tem uma vida útil baixa, sendo que no dia seguinte é dispensado. Por isso, fazer boas campanhas offline resultam em conversões. O anúncio precisa indicar o consumidor a visitar o site, conhecer a loja, ter um QR Code, algo que desperte a atenção. Para marcas que tem uma oferta, liquidação, o comercial em TV pode ser bom, uma vez que impacta muitas pessoas. Assim, vai da necessidade de cada anunciante, anunciar na mídia tradicional ou mídia digital.

Publicidade Online.

A publicidade online é uma estratégia de marketing digital que conquistou anunciantes pois é considerada barata. Anúncios em sites, com banners, por exemplo, são muito mais baratos que o outdoor, sendo que a empresa pode fazer teste A/B, colocando mais de um anúncio no ar e pagando apenas pelos cliques recebidos. Além disso, as redes sociais se tornaram uma forma de gerar mais consumidores, através do relacionamento. Os Links Patrocinados funcionam de acordo com lances em palavras-chaves, sendo anúncios que podem ser segmentados de acordo com a busca do usuário. O anunciante ainda pode escolher região, dias e horários para exibir seu anúncio, evitando cliques que não vão gerar conversão.

A publicidade online deu voz ao consumidor, sendo que, através de relatórios em tempo real a empresa pode saber o feedback da sua campanha. Alguns pontos devem ser levados em consideração, como: evitar replicar a propaganda offline para o online, pois elas não são iguais. O comportamento do lead é diferente quando ele visita um site ou está lendo uma revista, de quando ele está usando uma mídia tradicional ou mídia digital. Assim, é preciso adaptar de forma inteligente. As redes sociais são formas bacanas de criar relacionamento, mas, se o anunciante busca um resultado rápido, este não é o melhor canal. A publicidade online precisa informar, gerar valor. E isso gera bastante trabalho, pesquisa, planejamento. Assim, é algo que demanda uma equipe preparada.

Como diz Bill Gates, "Conteúdo é Rei", assim, a publicidade deve ser inteligente, sensibilizadora e que mobilize as pessoas. Atualmente, muitos especialistas acreditam que as mídias e publicidade on e off se complementam, ou seja, escolher entre a mídia tradicional ou mídia digital é um erro, pois as duas podem ser utilizadas. Cada uma tem seu papel e todas podem trazer inúmeros benefícios. Reconheça o momento atual da sua empresa e qual tipo de mídia seu consumidor mais consome. Este será o passo inicial para uma publicidade eficaz!

Você viu as diferenças entre as formas de publicidade? O que você vai utilizar: a mídia tradicional ou mídia digital? Ou vai usar as duas? Confira nossos artigos e conheça mais sobre esse mundo da publicidade online e não deixe de baixar o nosso e-book gratuito 'Manual do Facebook ADS' e faça da sua publicidade online um sucesso e um diferencial da sua empresa!

Texto e imagem reproduzidos do blog: postdigital.cc/blog/artigo

Revista Digital x Revista Impressa. Por que migrar para o mundo digital?


Revista Digital x Revista Impressa: – Vantagens e Desvantagens.

Revista Digital x Revista Impressa. Por que migrar para o mundo digital?

A edição impressa da revista Newsweek Europe deixará de circular pouco mais de um ano e meio após seu lançamento oficial, segundo informações do site Político. A mudança editorial teria sido justificada por um corte de gastos. Ainda de acordo com o portal de notícias, a medida teria sido diretamente influenciada pelo fato de a revista não ter atraído anunciantes suficientes para obter uma receita capaz de financiar grandes trabalhos jornalísticos. Notícias como essa, disponível no Portal da Imprensa, nos fazem refletir sobre a importância da tecnologia em nossas vidas.

Revista Digital x Revista Impressa. Qual escolher?

Um novo modelo de negócios que possibilita ao mercado de mídia recuperar seu prestígio por meio de um espaço inovador, com certeza irá funcionar. É a internet a nova escolha daqueles que ainda querem ter suas próprias revistas, sem altos gastos e nem dor de cabeça.

Revista Digital x Revista Impressa. Desvantagens da Revista Impressa:

1- É cara. Para imprimir (tirando o gato até chegarem às bancas) o custo médio é de aproximadamente 15 mil reais – para 2500 revistas, em papel colorido, tamanho A4 (Confira os dados aqui).

2- Não possui opções interativas (como vídeos, áudios, gráficos, lightbox).

3- Por meio da revista física, não sabemos quem lê e quanto gosta de nossas matérias (não possui sistema de métricas aliados aos buscadores nem de compartilhamento em redes sociais).

4- Prejudica o meio – ambiente. Uma árvore inteira dá cerca de quinze resmas de papel (uma resma equivale a quinhentas folhas).

5- É pesada, literalmente. Não se pode carregar mais de três revistas ao mesmo tempo sem que elas pesem na bolsa, mala ou mochila.

Revista Digital x Revista Impressa. Vantagens da Revista Digital: o mundo é online!

Segundo a Revista Exame, existem poucos hábitos que são repetidos pelas pessoas mais do que 150 vezes por dia — tirando os involuntários, como respirar e piscar. Olhar a tela do celular é um deles. Donos de smartphone dão, na média, mais de 150 olhadas na tela num período de 24 horas. Ficam, ao todo, 2 horas e 42 minutos por dia vidrados no aparelho, revela uma pesquisa recentemente feita nos Estados Unidos.

Motivos não faltam: são mensagens no WhatsApp, novidades nas redes sociais, notícias nas versões digitais de revistas e jornais, músicas, dados sobre a previsão do tempo, compromissos na agenda eletrônica (…).

No ano passado, foram realizados 138 bilhões de downloads de aplicativos para smartphones e tablets em todo o mundo — o que dá uma média de quase 20 para cada pessoa. Toda essa obsessão pelas telinhas tem feito as empresas centrar cada vez mais suas energias na criação de aplicativos.
Já existe até uma expressão nas corporações: mobile first (algo como “prioridade aos dispositivos móveis”, numa tradução livre). “As empresas estão correndo para ficar presentes em um ambiente no qual as pessoas já passam boa parte do tempo”, diz Yran Dias, sócio da consultoria McKinsey no Brasil e responsável pela área de inovação.

Revista Digital x Revista Impressa. Os diferenciais da RDO – Revista Digital Online:

São tantas as vantagens da nossa Revista Digital Online! Em um paralelo Revista Digital x Revista Impressa, podemos dizer que:

Se o leitor precisa conhecer determinado assunto, só precisa digitar na ferramenta de busca a palavra-chave e surgirão diversos artigos e matérias sobre o tema. Não faz-se necessário ir até uma biblioteca e pesquisar fisicamente durante horas.

Ao entrar na página de internet da empresa e as notícias estarão atualizadas. É possível também pesquisar em edições anteriores, sem ter que olhar arquivos históricos.

Os sites já são Mobile – friendly, por exemplo. Tudo para estar par a par com os concorrentes. Isso também acontece no mundo digital.

Com a RDO – Revista Digital Online, é possível:

1 – Responsável pelo Marketing digital: totalmente otimizada para os buscadores como Google.

2 – Possível de se compartilhar: compartilhamento de conteúdos em redes sociais como Facebook.

3 – Saber a opinião do leitor: Nesta plataforma é possível colocar vídeos, galerias de imagens, Hyperlinks, gráficos animados, animações, mapas e slide show.

4 – Custo: Outra, dentre as vantagens da RDO, é o investimento é mais acessível do praticado no mercado.

5 – Fácil produção: Graças ao conceito de Design Responsivo é feita apenas uma diagramação da revista e ela se adapta a todos os dispositivos.

Texto e imagem reproduzidos do site: revistadigitalonline.com.br

domingo, 5 de março de 2017

Mercado Digital


Publicado originalmente no site da Revista Istoé Dinheiro, em 10.02.17.

Mercado Digital.

Por que o Brasil se tornou peça-chave na estratégia de expansão global da Netflix.
Por Roger Marzochi.

Após 20 anos de sua primeira visita ao Brasil, o CEO e fundador do serviço de streaming de vídeo Netflix, Reed Hastings, fez questão de ir ao D.O.M., em São Paulo, na segunda-feira, 6. Ele queria conhecer o aclamado restaurante do brasileiro Alex Atala, um dos personagens retratados na segunda temporada da série Chef´s Table, produzida pela Netflix, que conta a história de cozinheiros redor do mundo. “Ele me disse que o seriado mudou sua vida”, contou Hastings, em um encontro com a imprensa um dia depois.

Isso porque, segundo o relato do empresário, o trabalho de Atala ganhou ainda mais projeção no exterior com esse programa. “A Netflix se tornou em um grande símbolo de criar conteúdo e espalhar para o mundo todo”, afirmou o empreendedor. Hastings, no entanto, não estava no Brasil só para provar as iguarias da culinária brasileira de Atala. Ele esteve por aqui porque a estratégia de crescimento da companhia passa pelo mercado brasileiro. “O Brasil é um foguete”, afirmou Hastings. “Vamos investir mais no País e na América Latina.”

Estima-se que a Netflix tenha seis milhões de assinantes no País, de acordo com o blog Notícias da TV, do jornalista Daniel Castro. Os números foram calculados a partir de logins na internet, tráfego de dados e pesquisas de mercado por uma empresa que não quis divulgar seu nome. Com uma mensalidade média de R$ 22,90, sua receita estaria na casa dos R$ 1,3 bilhão, o que seria 30% superior ao do SBT, emissora do Sílvio Santos, e só atrás da Rede Globo. A Netflix não confirma os dados.

A caminhada para ganhar o mercado brasileiro não foi simples. Quando estreou no País, há seis anos, a empresa enfrentou dificuldades. “Eles enviaram uma equipe para investigar o que estava acontecendo”, diz Edney Souza, professor da Pós-Graduação de Comunicação Digital da ESPM. Liderada pelo executivo Todd Yellin, o grupo desembarcou em São Paulo e constatou que a baixa adesão ao serviço era um reflexo da precariedade da web. A direção da empresa, na Califórnia, determinou que o grupo fizesse de tudo para conseguir resolver essa questão.

“Eles instalaram servidores no País e fizeram parcerias com empresas de telefonia”, diz Souza. O que aprendeu por aqui foi essencial para a Netflix se lançar na sua maior ofensiva global. Em janeiro de 2016, ela lançou o seu serviço em 130 países. Hoje, está em 190 países, contando com 93,8 milhões de assinantes. Em 2013, a empresa tomou a decisão de produzir conteúdo próprio, ficando mais independente de acordos de licenciamento com estúdios e tevês dos EUA. O sucesso de House of Cards, que conta a história de um político inescrupuloso, abriu as portas para outras produções.

A maioria delas ainda é filmada nos EUA, onde se tornou a maior produtora de séries. No ano passado, foram 43 títulos. Mas, cada vez mais, a Netflix busca parcerias locais, como a que aconteceu com a série Narcos, sobre o traficante Pablo Escobar, que alcançou sucesso global. Ela é protagonizada pelo ator baiano Wagner Moura e dirigida por José Padilha, o mesmo do filme “Tropa de Elite”. “Atores americanos, brasileiros, colombianos e uma história latina”, diz Souza. “Essa salada para agradar a todos ajudou a Netflix.” Narcos se transformou em um sucesso global e levou a companhia a ganhar mercado no Brasil.

Na semana passada, a Netflix mostrou que vai reforçar sua estratégia de produção de séries no País. Hastings anunciou Samantha, a segunda série original brasileira, que começa a ser gravada neste ano pela produtora Losbragas, de propriedade da atriz Alice Braga. A série contará a história de uma atriz mirim que, aos 20 anos, tenta recuperar a fama ao lado do marido, um ex-jogador de futebol, que passou dez anos na prisão. “Essa série vai levar a cultura brasileira para o mundo”, disse Hastings.

A primeira produção brasileira foi 3%, da Boutique Filmes. O CEO da Netflix confirmou que ela terá uma segunda temporada. Além disso, Padilha segue filmando uma série inspirada na Operação Lava Jato. Mas nem só de séries originais vive a Netflix. O serviço negocia com o Simba, grupo formado pelo SBT, Record e RedeTV para o licenciamento da produção dessas emissoras. Hastings ainda diz que pode até produzir novelas. Seria um confronto com a Globo, sinalizando que as próximas temporadas da Netflix devem ser ainda mais emocionantes.

Texto e imagem reproduzidos do site: istoedinheiro.com.br

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Mídia Impressa Vs Mídia Virtual



Publicado originalmente no blog Popsfera, em 17/08/2010.

Em Pauta: Mídia Impressa Vs Mídia Virtual.

Um breve histórico

A divulgação da notícia sempre foi algo importante para a humanidade. Na idade média, havia o mensageiro que ia de reino a reino informando sobre as guerras, convites aos aliados e informava sobre decisões do rei ao povo.

Atualmente, com a crescente necessidade por informação grupos foram se organizando para organizar essas notícias e informá-las à sociedade, surgia o JORNAL ou Mídia Impressa, foi o precursor de todo um movimento revolucionário que mudou o ritmo das sociedades. Surgia então, a figura emblemática do jornalista que saía em busca de assuntos que interessavam a comunidade. Uns mais técnicos outros mais pessoais, mas em suma o interesse era divulgar essa mensagem ao maior número de pessoas possíveis.

Mas à medida que a humanidade se desenvolvia essa necessidade por informação crescia e com isso o tempo de resposta de um jornal devia ser menor para se obter uma contra resposta da sociedade que lia mais e mais. Com isso A mídia impressa firmou alicerces numa base que creiamos seja LIBERDADE, INFORMACAÇÃO e CULTURA .

Com a modernidade que o homem prova a partir de meados dos anos 60 e 70, com o advento de novas descobertas tecnológicas, que impulsionaram o desenvolvimento de novas ferramentas de expressão e informação, acabam surgindo outros meios de informação, como TV e, mais recentemente a INTERNET, que quando surgiu, falava-se em extinção da Mídia Impressa o que acabou não se concretizando. Pelo contrário, jornais impressos, a internet e a TV, acabaram por integrar-se, trazendo uma comodidade maior e um maior dinamismo na propagação do que é noticiado.

A TV trouxe comodidade a INTERNET trouxe um dinamismo maior na divulgação das informações, e por conseqüência, um maior alcance de público. Mas isso não implica, necessariamente, na substituição de um tipo de mídia por outro.

A mídia impressa e a mídia virtual

A mídia impressa e a mídia virtual , usam de diferentes formas de mensagem, linguagem ou abordagem, para falar de um mesmo produto, ou assunto.

A mídia impressa pode ser descrita como qualquer material de divulgação, de caráter publicitário ou jornalístico, que esteja devidamente impresso, contendo informações lúdicas, técnicas ou científicas a respeito dos mais diversos assuntos.

Exemplos de mídia impressa: Livros, Jornais, revistas, banners, Outdoors, cartazes, folders, etc.

Os exemplos acima ainda podem ser apresentados em diferentes materiais, como: Papéis, plásticos, adesivos, variando-se em tamanho, cor, acabamento, e efeito, de acordo com o público alvo para o qual se destina.

A mídia virtual pode ser descrita como qualquer material de divulgação, também de caráter publicitário ou jornalístico, mas que se encontre em meios de origem eletrônica, como o computador e a televisão.

Exemplos de mídia virtual: Web sites, blogs, televisão, cinema, telefones celulares, jogos eletrônicos, etc.

Vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de mídia

A mídia virtual veio tomar de assalto boa parte do mercado que anteriormente investia exclusivamente em meios impressos, mas não contava com a resistência da sociedade a uma substituição total de um formato, por outro, já que cada um tem seu público fiel e consolidado.

Algumas pessoas ainda preferem acordar e ler as notícias do dia folhando seu exemplar de jornal, tomando sua xícara de café, enquanto outras só acompanham o noticiário pela internet ou pela TV. Mas há pessoas que lêem o jornal pela manhã, ouvem o rádio a caminho do trabalho, e passam o dia se atualizando através da Internet. São pessoas que já entenderam que o advento das novas e diferentes mídias, com suas particularidades, quando integradas, vêm para somar.

Exemplo de integração entre diferentes mídias, o Jornal Folha de S. Paulo é um dos muitos veículos de comunicação que aderiram a esta tendência. Acima, as versões impresa e digital.

Isto posto vale a pena apontar vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de mídia:

Mídia Impressa – Vantagens:

– Amplo poder de divulgação, por permitir distribuição local e direta, sem necessidade de aparelhos eletrônicos para o envio das informações;

– Não necessita de equipamento específico para ser utilizada;

- Existe a possibilidade de distribuir o material em locais estratégicos que encaminham a marca diretamente ao público;

– É de fácil transporte (quando em pequenas quantidades);

– É uma mídia popular, com público previamente consolidado;

- Alta credibilidade.

- É integrável a qualquer outro meio;

– É adaptável ao ritmo do leitor, permitindo releitura e leitura seletiva;

- Conteúdo geralmente mais aprofundado, permitindo ainda que o público-alvo tenha um contato mais intimista com a obra.

Mídia Impressa – Desvantagens:

- A antecedência que o material deve ser produzido para que seja entregue nos prazos previamente estabelecidos;

- Alguns materiais impressos podem envolver grandes equipes, dependendo de sua complexidade;

– A falta de possibilidade de atualização, uma vez impresso o veículo;

– A falta quase total de interatividade;

- É de difícil transporte (quando em grandes quantidades);

– Tem custo unitário de produção alto, principalmente quando é utilizada a impressão colorida, que encarece os custos.

- A informação é apresentada seqüencialmente não sendo possível acessá-la globalmente;

- Alguns materiais impressos podem envolver grandes equipes, dependendo de sua complexidade;

- Circulação restrita geograficamente.

Mídia Virtual – Vantagens:

- Maior praticidade e dinâmica na utilização da informação.

- Circulação mundial e em tempo real.

- Possibilidade de interatividade entre o usuário e o veículo de comunicação utilizado;

– A portabilidade. Uma mídia virtual é capaz de aglomerar diversas informações em um único local;

– Possibilita um acesso dinâmico às informações de diferentes categorias e direcionadas a públicos-alvo distintos.

- Possibilidade de atualização de dados ou notícias em tempo real;

- A velocidade muito maior, com a qual as notícias se propagam;

– Democratiza o acesso a livros, revistas e jornais, visto que os grandes veículos possuem sites próprios;

- Possibilita a utilização do hipertexto, ao qual se agrega outros conjuntos de informação na forma de blocos de textos, palavras, imagens ou sons, cujo acesso se dá através de referências específicas denominadas hiperlinks;

- A possibilidade de um auto retorno para um investimento relativamente baixo, se comparados com a produção de uma mídia impressa;

– Um espaço virtual pode ser utilizado não só para a comercialização ou divulgação de produtos, mas também na fidelização de clientes e na conquista de novos, que são atraídos claramente pelas facilidades oferecidas pelo meio em questão.

Mídia virtual – Desvantagens:

- Depende de diferentes máquinas ou dispositivos para ser acessada;

- Não possui filtros muito eficientes de conteúdo, ou seja, é necessário estar atento ao que irá ler ou pesquisar;

– A leitura pode ser prejudicada, já que ler na tela de um computador, em um palmtop ou em um celular, pode ser extenuante.

– Poluição visual em função da quantidade de informações na tela, além de alguns formatos invasivos poderem afastar o leitor.

- No caso do Brasil, grande parte da população ainda não tem acesso à internet.

- A dificuldade de se manter a fidelidade do leitor ou consumidor, pela enorme oferta e concorrência no meio.

Vale à pena ressaltar que, hoje em dia, a produção de uma peça midiática é quase sempre um trabalho interdisciplinar complexo, procurando integrar mídias virtuais e impressas, sem necessariamente subtrair uma em função de outra. A evolução das mídias eletrônicas, em vez de reduzir a importância dos meios impressos, veio somar informações e técnicas, que são úteis na elaboração de um produto final forte, conciso e acima de tudo, integrado, para que o mesmo possa atingir diferentes públicos-alvo ao mesmo tempo.

Texto e imagem reproduzidos do blog: popsfera.wordpress.com

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Presidente de app que quer levar mais pessoas ao cinema.

Mitch Lowe é o presidente executivo do MoviePass.
Foto: Divulgação/MoviePass.

Campus Party 2017 terá presidente de app que quer levar mais pessoas ao cinema.

Por G1.

Mitch Lowe comanda o app MoviePass e foi um dos fundadores do Netflix; evento acontece em SP entre os dias 31 de janeiro e 5 de fevereiro.

Como são construídas empresas inovadoras que desbravam mercados até então inexistentes? Para responder a essa e outras perguntas, Mitch Lowe, presidente executivo do MoviePass e um dos executivos fundadores do Netflix, estará presente na Campus Party 2017 na próxima sexta-feira (3).
Neste ano, o evento de tecnologia, ciência e cultura nerd irá acontecer entre os dias 31 de janeiro e 5 de fevereiro, novamente no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.

Com mais de 25 anos de experiência na indústria de vídeos e locação, Lowe passou por diversas empreitadas que se tornaram referência em inovação.

Após participar da equipe responsável pela criação do Netflix em uma época em que o serviço de transmissão digital de conteúdo ainda enviava DVDs para seus assinantes, o executivo ainda passou pela Redbox, que oferece aluguel de filmes através de quiosques automáticos distribuídos pels EUA.

Lowe foi contratado em junho de 2016 como o presidente executivo do MoviePass, um aplicativo com uma ideia semelhante à do Netflix. O usuário paga uma quantia fixa por mês e tem direito de ir a uma sessão de filme 2D no cinema a cada 24 horas.

Segundo entrevista dele para a revista “Variety” quando assumiu o cargo, “a tecnologia patenteada do MoviePass permitirá milhões de pessoas a irem aos cinemas mais do que nunca, e é comprovadamente uma forma de aumentar substancialmente o público de salas de cinema”.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com/tecnologia/campus-party/2017

sábado, 21 de janeiro de 2017

Facebook e Twitter lançam ferramentas...


Publicado originalmente no site do Portal Imprensa, em 21/12/2015.

Facebook e Twitter lançam ferramentas para facilitar o trabalho de jornalistas
Por Gabriela Ferigato.

O Facebook e o Twitter andam praticamente em uma disputa – saudável – para ganhar o amor e atenção dos jornalistas. Choveram lançamentos em 2015 voltados para esse público. Em março, o Twitter lançou o Periscope, aplicativo que faz transmissões em vídeo ao vivo. Cinco meses depois, a rede de Zuckerberg expandiu a ferramenta Live, de mesma função, para profissionais de mídia, antes disponível apenas para figuras públicas.

Mais recentemente, em setembro, o Facebook apresentou o Signal, também no Instagram, onde jornalistas podem acompanhar as tendências e os tópicos mais populares que circulam na rede. Dois meses depois, o microblog divulgou o botão Moments, que traz uma lista de assuntos mais relevantes no momento e organiza conteúdos em ícones específicos.

O menu de aplicativos é farto, basta escolher. “Acho que essas funcionalidades facilitam o trabalho da mídia. O Facebook, assim como o Twitter, Apple e Snapchat, perceberam que as notícias estão migrando para uma distribuição não centralizada. Isso significa que estão sendo consumidas em mais lugares e em formas nunca vistas. Com as iniciativas, eles tentam se posicionar como um ponto central para a coleta e distribuição de notícias”, diz Benjamin Mullin, jornalista e produtor de mídia no Instituto Poynter.

Muitos veículos de comunicação já adotaram em sua rotina ferramentas das redes sociais. O Olhar Digital, por exemplo, passou a publicar diariamente o “Olhar Digital News”, uma reportagem em vídeo curta com as principais informações do dia. Com produção exclusiva para o Facebook, o veículo obteve 34% de aumento no alcance médio diário entre janeiro e abril de 2015.

“Isso facilita o consumo de notícias para quem não quer sair do Facebook para se informar. Além disso, o formato vídeo é mais convidativo que o texto, o que aumenta as chances de engajamento do público [cresceu em 38% entre janeiro e abril deste ano]”, ressalta Marcelo Gripa, editor-chefe do Olhar Digital.

APROXIMAÇÃO.

De acordo com Mattheus Rocha, sócio-fundador e diretor-executivo da agência Fizzy Marketing Digital e idealizador do projeto Novo Jornalismo, o Facebook tem uma estratégia de negócios ambiciosa e fica perceptível a sua vontade em deixar de ser apenas uma rede social para se tornar um site de conteúdo social – e isso passa, segundo ele, por publicações nativas.

“Dois fatos levam a crer que a estratégia tem surtido efeito. Um é a popularização do Facebook Ads, sua plataforma de links patrocinados e anúncios, que foi muito bem aceita pelos usuários e gera uma enorme receita para a empresa. O outro é o estímulo à publicação de vídeos hospedados diretamente no Facebook. Em outras palavras, ele não quer que seus usuários saiam da rede social”, opina Rocha.

Seguindo esse raciocínio, o uso de vídeos nativos do Facebook também é uma estratégia do Esporte Interativo desde outubro de 2015. De acordo com Maurício Portela, vice-presidente de mídias digitais do veículo, considerando toda a cadeia de produção, desde casting, equipe de redes sociais, produtores, designers e editores, são mais de cinquenta pessoas envolvidas no projeto. “O Esporte Interativo fechou o mês de junho com um impressionante total de sessenta milhões de interações. Além disso, vemos o público do Facebook cada vez mais próximo e conhecedor da nossa programação na TV.”

Ao mesmo tempo em que avalia com interesse todos os lançamentos e novidades, Gripa também expõe a sua dose de cautela. “Se por um lado o Facebook amplifica o conteúdo jornalístico, ampliando o alcance dos veículos, por outro, concentra o mercado e enfraquece a influência comercial das empresas de mídia. Sobre as ferramentas, acredito que, se bem usadas, podem cortar caminhos nas reportagens e revelar possibilidades novas.”

O Moments, do Twitter, já aterrissou no Brasil, seu segundo mercado logo após a estreia nos Estados Unidos, com a parceria de veículos de comunicação, responsáveis pela maior parte do conteúdo. São eles:BuzzFeed, EGO, Esporte Interativo, Estadão, “Fantástico”, G1, GloboEsporte.com, Gshow, jornalismo da Band, Multishow, Rede Globo e Veja. Além disso, uma equipe com formação em jornalismo organiza as narrativas a partir de tweets já publicados – manualmente, sem uso de algoritmos.

“Nós estamos criando uma nova experiência de consumo para os usuários do Twitter. O conteúdo já estava na plataforma, mas as pessoas tinham que procurar por ele, seguindo contas específicas, buscando por hashtags ou outros termos. Agora, os melhores vídeos, fotos e os tweets mais importantes estão à distância de um clique”, disse Leonardo Stamillo, diretor editorial do Twitter para a América Latina,durante apresentação do aplicativo.

Texto e imagem reproduzidos do site:
portalimprensa.com.br/revista_imprensa